quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Nasce a banda Catalau e O Último Golpe, unindo legado, continuidade e novos caminhos no Rock Brasileiro

Projeto reúne integrantes históricos do Golpe de Estado e marca a continuidade do legado da banda, com músicas inéditas, clássicos do Rock Nacional e primeiros shows previstos para março de 2026.

Depois de 30 anos, Catalau volta à frente das canções clássicas do Golpe de Estado, trazendo ainda muitas novidades. Foto: Tiago Claro.

Após o encerramento da histórica banda Golpe de Estado, em dezembro de 2025, marcado pelo falecimento do baixista Nelson Brito, em julho de 2024, um novo capítulo começa a ser escrito no Rock Nacional. Surge Catalau E O Último Golpe, projeto que nasce do respeito à trajetória construída ao longo de décadas e do desejo de seguir criando música com identidade, verdade e excelência.

A nova banda reúne nomes profundamente ligados à história do Golpe de Estado e à cena do Rock Brasileiro. À frente está André Catalau, vocalista consagrado e um dos símbolos do gênero no país. Ao seu lado, seguem Marcello Schevano, guitarrista, tecladista, vocalista, compositor e produtor que integrou o Golpe de Estado desde 2016 e soma passagens por bandas clássicas como Patrulha do Espaço, Som Nosso de Cada Dia e Casa das Máquinas, além de ser fundador do estúdio Orra Meu!, um dos mais disputados de São Paulo.

A formação conta ainda com Ricardo Schevano no baixo e Roby Pontes na bateria, músico que integrou o Golpe de Estado desde 2010, é o atual baterista do Carro Bomba, e que também compartilhou a primeira informação sobre a agenda do novo projeto: a banda já tem shows previstos para o mês de março de 2026.

Segundo os integrantes, o trabalho segue em plena atividade criativa, de modo que novas músicas já estão em produção e devem ser apresentadas em breve ao público. Nos shows, além das composições inéditas, o repertório também incluirá grandes clássicos do Golpe de Estado e canções marcantes da carreira de Catalau, preservando a memória afetiva construída com gerações de fãs.

Em declaração emocionante em suas redes sociais, Catalau falou sobre esse momento de transição e continuidade artística:

“É inevitável, tenho uma reta final, para a casa do Pai, só que só eu estou mal acompanhado. Então Deus me apresentou a excelência em instrumentos, músicos e pessoas incríveis, com respeito e reverência que a música merece: excelência. Obrigado, Senhor, por esse time sinistro. Compor é uma das coisas mais importantes da minha vida. Obrigado a todos pela oportunidade de poder entregar um legado profissional de 50 anos. Por amor a vocês, aprendi, ganhei, agora vou retribuir. Não estou falando de coisas materiais, mas de trazer à existência o que não existe, e o dinheiro não compra talento. Deus continue abençoando a todos. Aguardem novidades, já tem músicas novas.”

Catalau e O Último Golpe nasce como um projeto que honra o passado sem abrir mão do futuro, convidando o público a caminhar junto nessa nova fase, com respeito à história, novos sons no horizonte e a mesma paixão pela música que sempre marcou a história de uma das bandas mais importantes do Brasil.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Matanza Inc. encara a escuridão e renasce em ‘Obscurantista’

Depois de rupturas, hiato e mudança de integrantes, a banda apresenta um EP objetivo que preserva o DNA do Matanza clássico enquanto aponta para um novo capítulo de sua trajetória.

Por: Alessandro Costa


As artes de capa criadas por Marco Donida sempre foram um dos maiores diferenciais do Matanza.
Fonte: Spotify.

O Matanza Inc. chega ao EP Obscurantista depois de uma trajetória marcada por rupturas, recomeços e ajustes de rota, e esse contexto é essencial para entender o peso simbólico desse lançamento. O trabalho não surge do nada, sendo o ponto mais recente de uma linha do tempo que começa com o fim de uma das bandas mais emblemáticas do Hardcore brasileiro.

Em maio de 2018, o Matanza anunciou o encerramento de suas atividades após 22 anos de estrada, alegando questões pessoais, profissionais e artísticas que levaram os integrantes para caminhos distintos. Meses depois, em janeiro de 2019, parte da formação decidiu seguir em frente sem Jimmy London, o eterno vocal do Matanza, criando o Matanza Inc., então com Vital Cavalcante nos vocais. A proposta era clara, dar continuidade ao espírito do Matanza, sem simplesmente repetir fórmulas.

O disco de estreia veio ainda em 2019 com Crônicas do Post Mortem: Um Guia para Demônios e Espíritos Obsessores, álbum que estabeleceu a base estética e conceitual do projeto e circulou em CD e vinil no Brasil e na Europa. No mesmo período, a banda já ocupava palcos relevantes, como o Goiânia Noise Festival, e consolidava sua presença no circuito underground. Em 2022, o grupo aprofunda sua identidade com Retórica Diabólica, um álbum mais direto ainda, que confirmou o Matanza Inc. como algo além de um simples “pós-Matanza”.

A virada mais delicada veio em 2024, quando o vocalista Vital Cavalcante, o baixista Dony Escobar e o baterista Jonas Cáffaro deixaram a banda, levando a um curto hiato. O retorno acontece no mesmo ano, agora com Daniel Pacheco nos vocais, Marcelo Massa no baixo e Marcos Williams na bateria, ao lado do inoxidável Marco Donida, que passa a ser o único integrante remanescente da formação original do Matanza e do Matanza Inc. Em outubro de 2024, a nova fase é apresentada ao público com o single Presença Nefasta, que já sinalizava o caminho estético do EP que viria a seguir.

O Matanza Inc. segue preservando um legado único e original, além de mostrar que pode seguir em frente em novos caminhos.
Fonte: Daniel Agapito.

É nesse contexto de reconstrução que nasce Obscurantista, lançado em janeiro de 2026, em parceria com o selo Monstro Discos e primeiro trabalho completo do Matanza Inc. com a formação atual. Com cinco faixas, o EP preserva a identidade construída ao longo dos anos, bem como aponta para uma evolução natural da sonoridade: mais madura, densa e direta.

Musicalmente, o trabalho reforça o peso característico da banda ao combinar riffs agressivos, grooves sólidos e a já conhecida e clássica aproximação com elementos do country, agora apresentados de forma mais objetiva entre composição e interpretação. Liricamente, as ideias seguem em cena a crítica social, a ironia ácida e o desconforto diante de um mundo em constante colapso, que já são marcas históricas do universo do Matanza, aqui retrabalhadas com menos caricatura e mais amargura.

A produção, assinada por Marco Donida, com gravação de Rodolfo Duarte no High Five Estúdio e mix/master de Gabriel Zander, contribui para um som seco, direto e sem gordura. Cada faixa cumpre sua função dentro do conjunto, reforçando a ideia de um EP conciso, mas impactante, pensado como um bloco único.

Segundo o vocalista Daniel Pacheco, o trabalho foi pensado como um ponto de equilíbrio entre herança e futuro:

“Trabalhamos muito para preservar a alma do Matanza em cada uma dessas músicas, mas também tentamos trazer um respiro de novidade, olhando para frente e fazendo desse trabalho um pontapé inicial para um novo capítulo na história dessa banda que marcou e marca a vida de tanta gente. Espero, de verdade, que ao ouvir esse disco vocês encontrem o que procuram quando bate aquela vontade de ouvir um bom e velho countrycore, como só o MTZ sabe fazer.”

Faixa a faixa:

• Marcha Para Asmodeus - A faixa instrumental já abre os trabalhos com uma pegada forte e revigorante, com guitarras duplicadas em cima de um baixo muito presente e marcante. (Nota DEZ)

• Presença Nefasta - Foi a primeira música deste EP que se tornou conhecida do público. Com o típico deboche e bom humor característico do Matanza, a música é um barato. O vocal brutal de Daniel casa perfeitamente com os riffs brilhantes de Donida. Já é uma daquelas músicas que nascem clássicas. (Nota DEZ)

• Sangue Na Festa - Lembra alguns clássicos do Matanza, como Satânico e Saco Cheio e Mau Humor. É uma letra com a pegada sarcástica já tão conhecida e que é a marca registrada de Donida. Vale destacar a pedaleira dupla e bem discreta da bateria de Williams. (Nota DEZ)

• A Única Certeza Da Vida - Traz uma reflexão divertida e ao mesmo tempo sombria sobre a finitude da existência de tudo o que é vivo. Donida manda riffs espertos e que carregam esse sarcasmo genial que escorre pelas pontas de seus dedos. É importante observar que a música apresenta uma mensagem extremamente positiva: “por isso nunca saía da disputa, a morte é a única certeza absoluta, busque sempre uma saída, a morte é a única certeza que você vai ter na vida.” (Nota DEZ)

• Obscurantista - A faixa que dá nome ao EP também o encerra. Certamente é a música que eu mais gostei. Um Hardcore sensacional que combina perfeitamente com a letra poderosa. Os riffs galopantes de Donida fazem o ouvinte querer sair batendo a cabeça na parede. (Nota DEZ)

Conclusão

No fim das contas, Obscurantista funciona como mais do que um novo lançamento, é um marco de transição, uma vez que fecha o ciclo de reconstrução iniciado após o hiato de 2024 e abre um novo capítulo para o Matanza Inc., agora mais consciente de sua identidade e de seu lugar na cena pesada nacional. Não é um EP que vive de nostalgia, mas de continuidade, mostrando que o legado do Matanza segue em movimento, mesmo quando o caminho passa pela escuridão.

E além disso, fica a expectativa por um álbum completo em um futuro próximo.









quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Megadeth se despede com um álbum à altura de sua história

 Último disco da banda fecha a carreira de forma coerente, respeitando o legado construído ao longo de mais de quatro décadas.


Por: Alessandro Costa

O disco final do Megadeth marca um capítulo essencial na história do Trash Metal.
Fonte: Spotify.

Formado em Los Angeles, em 1983, por Dave Mustaine, o Megadeth se consolidou como uma das “quatro grandes” do thrash metal mundial ao lado de Metallica, Slayer e Anthrax, ajudando a desenvolver e popularizar o gênero. A banda construiu sua identidade com guitarras tecnicamente complexas, arranjos intrincados, bases rítmicas bem aceleradas, solos em dupla e letras que falam sobre guerra, política, religião, morte e conflitos pessoais.

A estreia veio em 1985, com Killing Is My Business... And Business Is Good!, lançado pela Combat Records, abrindo caminho para o contrato com a Capitol e o impacto de Peace Sells... but Who’s Buying? de 1986 na cena underground. Mesmo atravessando o fim dos anos 80 sob publicidade negativa causada por disputas internas e abuso de substâncias, o Megadeth entrou nos anos 90 em fase de reconhecimento amplo, com álbuns que se tornaram referência e alcançaram platina, como So Far, So Good... So What! de 1988, o clássico Rust in Peace de 1990, Countdown to Extinction de 1992 e Youthanasia de 1994, impulsionados por turnês mundiais.

Ao longo de mais de 40 anos, a banda passou por mudanças constantes de formação, tendo Mustaine como único membro permanente. O grupo se separou temporariamente em 2002 após uma lesão no braço do líder e retornou em 2004 sem o baixista David Ellefson, que voltaria em 2010 e deixaria a banda novamente em 2021.

A trajetória do grupo também acumulou marcas importante: certificações de platina nos Estados Unidos, doze indicações ao Grammy e a vitória em 2017 com “Dystopia”, além da presença recorrente do mascote Vic Rattlehead nas capas, da criação do festival Gigantour e da realização do MegaCruise. Até 2023, o Megadeth havia ultrapassado a marca de 50 milhões de discos vendidos no mundo. Em 2025, Mustaine anunciou que o próximo álbum seria o último e que a banda se encerraria após a turnê de despedida.

Megadeth o disco final

Esse ponto final chega com Megadeth, 17º e último álbum de estúdio do grupo, lançado em 23 de janeiro de 2026. Produzido por Mustaine ao lado de Chris Rakestraw, o disco reúne a formação atual com James LoMenzo no baixo, Teemu Mäntysaari na guitarra e Dirk Verbeuren na bateria. O trabalho marca a única participação de Mäntysaari em um álbum de estúdio do Megadeth e o retorno de LoMenzo às gravações desde Endgame de 2009.

Anunciado em agosto de 2025 como parte do encerramento oficial da banda, o álbum teve campanha construída por singles lançados em etapas: Tipping Point, I Don’t Care, Let There Be Shred e Puppet Parade. A capa revela Vic Rattlehead em chamas, retomando o ícone visual que acompanha a história do grupo. O processo de produção atravessou o fim de 2024 e 2025, com composições iniciadas remotamente e gravações concluídas nos meses seguintes.

Com dez faixas principais e duas bônus, incluindo um cover, que gerou discussão, de Ride The Lightning, do Metallica, e uma faixa exclusiva. Megadeth recebeu críticas mistas e positivas, e alcançou um feito inédito ao estrear no primeiro lugar da Billboard 200. O último álbum não reescreve a história do Megadeth, mas estabelece um encerramento que sintetiza técnica, longevidade e o peso simbólico de uma das bandas centrais do thrash metal.

Faixa a faixa

• Tipping Point - Abre o disco com maestria e qualidade. Foi o primeiro single desse último trabalho e mostra-se a escolha certa, é uma música poderosa, um petardo ao melhor estilo do Megadeth. Destaque para o riff inicial que conduz a faixa até explodir no velho, fedorento e maravilhoso Trash Metal que só Dave Mustaine sabe criar. (nota DEZ).

• I Don’t Care - Segue mantendo a energia poderosa do álbum. É um recado bem claro aos detratores do Megadeth, mostrando que Mustaine não está nem um pouco preocupado com as opiniões desnecessárias alheias. Pesada e bem consistente, é uma daquelas faixas que promete ser um dos melhores momentos ao vivo na turnê de despedida. Destaque para os solos em dupla de Musta e Teemu. (nota 9).

• Hey God?! - Ressalta a fé cristã de Mustaine. Ao mesmo tempo parece não andar muito bem, embora tenha um clima melancólico e questionador, o andamento da música não está bem sintonizado com a melodia vocal que é um pouco mais arrastada. Soa mais como um filler. (nota 6).

• Let There Be Shred - Retoma ao clássico, velho, fedorento e maravilhoso Trash Metal. Um dos pontos mais altos desse disco. Pesada e rápida, nos lembra que ainda há coisas bem interessantes vindo ao longo da audição. É uma faixa brilhante e que merece ser executada ao vivo. O solo veloz e inquieto de Teemu é um dos momentos mais bacanas dessa faixa. (nota DEZ).

• Puppet Parade - Começa com um riff muito interessante e curioso. É um trash/heavy comum e bem tradicional do Megadeth. É um bom momento, embora soe meio longa e não seja de extraordinário. (nota 8).

• Another Bad Day - Outra faixa que não fede e nem cheira. Mesmo sendo boa e agradável de se ouvir, parece mais que foi escrita para preencher algum espaço na rotação do álbum. Por outro lado, a bateria sólida e criativa de Dirk Verbeuren merece um grande reconhecimento, é o que faz a música valer a pena. (nota 7).

• Made To Kill - Já começa com um pequeno solo de Dirk, que logo é acompanhado pelas guitarras e o baixo, se tornando um Heavy Metal de alta qualidade e depois ainda sofre uma mudança genial de tempo e entramos em um Trash Metal incrível e rápido. É um dos melhores momentos desse álbum, e pode ser que soe muito bem nos palcos devido à toda essa dinâmica dos tempos que ocorrem durante seus 4 minutos de duração. (nota DEZ).

• Obey The Call - De começo parece não entrar muito. Seu início choroso se torna um Heavy Metal de guitarras poderosas e um Dave Mustaine furioso e debochado nos vocais. Não é também uma das melhores músicas do álbum, mas a sua parte final vale a pena. (nota 7,5).


• I Am War - Traz um dos temas mais comuns das letras do Megadeth, desde os primórdios até hoje em dia: guerras e conflitos sociais. É uma faixa comum que só pela sua letra já vale a pena e se torna um momento memorável na reta final do Megadeth. (nota 9).


• The Last Note - A carta final ao público do Megadeth. Começa com um Dave Mustaine cansado proclamando os primeiros versos, mas depois se torna um valioso Heavy Metal. É uma faixa digna para fechar o último trabalho da banda, uma vez que, além de ser uma grande música, ressalta o respeito que Musta tem com o seu público fiel que o acompanha durante todos esses anos. O único ponto negativo nessa canção é o solo de violão que parece perdido no meio da força das guitarras. Acaba da mesma forma que começou: com um Dave Mustaine narrando os versos finais. (nota 9).

• Ride The Lightning (bonus track) - E o mais improvável aconteceu: Dave Mustaine resgatou uma faixa dos seus tempos de Metallica. Ride The Lightning foi gravada pelo Metallica em 1984 e deu nome ao segundo disco da banda. Por ser um dos autores da música, Dave tem o direito de regravá-la à seu modo, de modo que muitos fãs do Megadeth defendem que a música é sua por direito. Aqui temos uma versão menos crua que a versão original do Metallica, talvez a tecnologia tenha total relação com isso. Não penso que tenha sido uma boa ideia deixá-la para o final, poderia ter sido um lado B de algum single. (nota 9).


Conclusão


Embora tenha alguns momentos de desequilíbrio, esse último disco do Megadeth é uma celebração de um legado de mais de 40 anos! Encerra com total dignidade a discografia de uma das bandas mais importantes do Trash e Heavy Metal. Vale lembrar que em 2 de maio de 2026, a turnê de despedida da banda passa pelo Brasil, em São Paulo, no Espaço Unimed.

Nota geral do álbum: 8.


Discografia de estúdio:

• Killing Is My Business… and Business Is Good! (1985)
• Peace Sells… but Who’s Buying? (1986)
• So Far, So Good… So What! (1988)
• Rust in Peace (1990)
• Countdown to Extinction (1992)
• Youthanasia (1994)
• Cryptic Writings (1997)
• Risk (1999)
• The World Needs a Hero (2001)
• The System Has Failed (2004)
• United Abominations (2007)
• Endgame (2009)
• Th1rt3en (2011)
• Super Collider (2013)
• Dystopia (2016)
• The Sick, the Dying... and the Dead! (2022)

Discografia ao vivo:

• Rude Awakening (2002)
• That One Night: Live in Buenos Aires (2007)
• Rust in Peace Live (2010)
• The Big Four: Live from Sofia, Bulgaria (2010)
• Countdown to Extinction: Live (2013)
• Unplugged in Boston (2021)


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