Por: Alessandro Costa
Na noite de 17 de janeiro de 2026, o Blue Note São Paulo foi palco de um daqueles encontros raros que ajudam a explicar por que a música brasileira segue viva, relevante e emocionalmente potente. O POP3, power trio formado por Charles Gavin, George Israel e Henrique Portugal, abriu oficialmente o calendário de shows do ano com duas sessões, às 20h e às 22h. Acompanhamos a primeira apresentação, que já deixou claro: 2026 começou em altíssimo nível.
Ver três nomes fundamentais da história do Rock Brasileiro reunidos no mesmo palco é, por si só, um privilégio. Mais do que revisitar suas próprias trajetórias, o POP3 se dedica a exaltar a obra de outros grandes artistas nacionais, em um gesto de reverência, memória e celebração coletiva da boa música feita no Brasil.
Três histórias que se cruzam
No palco, essa soma se traduz em cumplicidade evidente, pois a sensação é de que eles não estão apenas tocando juntos, mas se divertindo genuinamente. O entrosamento é tão natural que qualquer pequena imperfeição técnica se dissolve diante do carisma, da entrega e da verdade artística que emana do grupo.
Um dos pontos altos da noite foi a participação especial super despretensiosa de Leoni, que é membro fundador do Kid Abelha e dos Heróis da Resistência, que subiu ao palco para interpretações memoráveis de “Lágrimas e Chuva”, “Alice (Não Me Escreve Aquela Carta de Amor)”, além de se juntar ao trio em “Pintura Íntima + Homem Primata”. Tudo aconteceu na base da memória, da vivência e da história compartilhada, um daqueles momentos em que o público percebe que está diante de algo único e irrepetível.
Começar o ano assim
Mais do que um show, o POP3 entrega uma experiência de celebração da música brasileira, feita por quem ajudou a construí-la. Divertido, afetuoso, tecnicamente sólido e emocionalmente generoso, o concerto no Blue Note reafirmou a importância de valorizar artistas que seguem criando, reinterpretando e honrando esse repertório imenso que nos forma como público e como cultura.
Começar 2026 dessa maneira foi um privilégio. Que venham os próximos encontros, e que a boa música brasileira siga sendo celebrada com esse nível de respeito, alegria e verdade.
O POP3 começou o show super afiado, mandando "Vou Deixar" do Skank.
Fonte: Alessandro Costa
Na noite de 17 de janeiro de 2026, o Blue Note São Paulo foi palco de um daqueles encontros raros que ajudam a explicar por que a música brasileira segue viva, relevante e emocionalmente potente. O POP3, power trio formado por Charles Gavin, George Israel e Henrique Portugal, abriu oficialmente o calendário de shows do ano com duas sessões, às 20h e às 22h. Acompanhamos a primeira apresentação, que já deixou claro: 2026 começou em altíssimo nível.
Ver três nomes fundamentais da história do Rock Brasileiro reunidos no mesmo palco é, por si só, um privilégio. Mais do que revisitar suas próprias trajetórias, o POP3 se dedica a exaltar a obra de outros grandes artistas nacionais, em um gesto de reverência, memória e celebração coletiva da boa música feita no Brasil.
O carisma do trio foi o ponto chave para a verdadeira celebração da boa música brasileira.
Fonte: Alessandro Costa.
O peso simbólico do trio é incontornável.
• Charles Gavin, eterno baterista dos Titãs, é um dos músicos mais respeitados do país, conhecido não apenas pela precisão rítmica, mas também por sua atuação como pesquisador e curador da música brasileira.
• George Israel, voz, saxofone e violão do Kid Abelha, traz consigo uma assinatura melódica inconfundível e uma relação direta com a canção pop urbana que marcou gerações.
• Henrique Portugal, tecladista do Skank, completa o trio com sua musicalidade refinada, groove elegante e domínio absoluto do teclado como instrumento de condução emocional.
• Charles Gavin, eterno baterista dos Titãs, é um dos músicos mais respeitados do país, conhecido não apenas pela precisão rítmica, mas também por sua atuação como pesquisador e curador da música brasileira.
• George Israel, voz, saxofone e violão do Kid Abelha, traz consigo uma assinatura melódica inconfundível e uma relação direta com a canção pop urbana que marcou gerações.
• Henrique Portugal, tecladista do Skank, completa o trio com sua musicalidade refinada, groove elegante e domínio absoluto do teclado como instrumento de condução emocional.
Além disso, o trio conta com o auxílio luxuoso de Miguel Bestard na guitarra, e Mauro Berman no baixo.
Um repertório de luxo
O setlist é um verdadeiro mapa afetivo da música brasileira, apresentando clássicos dos Titãs, Kid Abelha e Skank convivem com homenagens a Rita Lee, Cazuza, Paralamas do Sucesso e outros artistas fundamentais, em arranjos que respeitam as canções originais, mas ganham nova vida no formato enxuto e poderoso do trio.
Momentos como “Flores”, “Balada do Amor Inabalável”, “Garota Nacional” e “Brasil” foram recebidos com entusiasmo imediato, enquanto os medleys — como “Ska + Sonífera Ilha” e “Pintura Íntima + Homem Primata”, evidenciaram inteligência musical e senso de espetáculo.
Momentos como “Flores”, “Balada do Amor Inabalável”, “Garota Nacional” e “Brasil” foram recebidos com entusiasmo imediato, enquanto os medleys — como “Ska + Sonífera Ilha” e “Pintura Íntima + Homem Primata”, evidenciaram inteligência musical e senso de espetáculo.
Leoni e a memória afetiva coletiva
Leoni permaneceu no Kid Abelha de 1981 até 1986.
Fonte: Alessandro Costa.
Fonte: Alessandro Costa.
Um dos pontos altos da noite foi a participação especial super despretensiosa de Leoni, que é membro fundador do Kid Abelha e dos Heróis da Resistência, que subiu ao palco para interpretações memoráveis de “Lágrimas e Chuva”, “Alice (Não Me Escreve Aquela Carta de Amor)”, além de se juntar ao trio em “Pintura Íntima + Homem Primata”. Tudo aconteceu na base da memória, da vivência e da história compartilhada, um daqueles momentos em que o público percebe que está diante de algo único e irrepetível.
Em clima de festa, o POP2 encerrou a primeira sessão da noite, por volta de 21:20.
Fonte: Alessandro Costa.
Fonte: Alessandro Costa.
Mais do que um show, o POP3 entrega uma experiência de celebração da música brasileira, feita por quem ajudou a construí-la. Divertido, afetuoso, tecnicamente sólido e emocionalmente generoso, o concerto no Blue Note reafirmou a importância de valorizar artistas que seguem criando, reinterpretando e honrando esse repertório imenso que nos forma como público e como cultura.
Começar 2026 dessa maneira foi um privilégio. Que venham os próximos encontros, e que a boa música brasileira siga sendo celebrada com esse nível de respeito, alegria e verdade.
Obrigado, POP3. Saúde e sucesso! 🎹🎷🥁
Set List:
• Vou Deixar
• O Nosso Amor A Gente Inventa
• Flores
• Te Ver + Go Back
• Balada Do Amor Inabalável
• Ska + Sonífera Ilha
• Resposta + Caleidoscópio
• Lágrimas e Chuva
• Alice (Não Escreva Aquela Carta de Amor)
• Eu Tive Um Sonho
• Rádio Blá
• Garota Nacional
• Brasil
• Pintura Íntima + Homem Primata
• Saideira




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